quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ANGELUS (Praça de São Pedro Domingo, 1º de Setembro de 2013)

Hoje, queridos irmãos e irmãs,

Queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.
Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.
Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.
Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz.

Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O alpinista

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muitos anos de preparação escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, e por que não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar uma palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada! Tudo era escuridão. Zero de visibilidade. Não havia Lua e as estrelas estavam coberta pelas nuvens. Subindo por uma "parede" a apenas 100 m. do topo ele escorregou e caiu ... Caia a uma velocidade vertiginosa. Somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo ... e nesses angustiantes momentos passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida. De repente ele sentiu um puxão forte, que quase o partiu pela metade. Shack!...Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesses momentos de silêncio suspendido pelos ares na completa escuridão, não havia nada a fazer a não ser gritar:
- Ó meu Deus me ajude!
De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus respondeu:
- O que você quer de mim meu filho?
- Me salve meu Deus por favor?
- Você realmente acredita que eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza meu Deus!
- Então, corte a corda que te mantém pendurado ... Ouve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria...

Conta o pessoal de resgate que ao realizar as buscas encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com suas duas mãos a uma corda...a somente meio metro do chão ...

"Por vezes nos agarramos as nossas velhas cordas que nos mantém seguros, porém ter fé é arriscar-se a perder total controle sobre a própria vida confiando-a ao Pai. Que possamos todos entregar-nos e viver plenamente na confiança de que existe Aquele que está sempre ao nosso lado a nos suportar, mesmo que nossa corda arrebente".

(Autor desconhecido)
"É necessário construir a civilização do amor."

A civilização do amor é muito mais do que uma simples opção, é um imperativo do Evangelho: “Isto vos mando: amai-vos uns aos outros” (cf. Jo 15,17). O desafio de Jesus para cada um de nós é claro, mas não é tão simples assim. O pronunciamento do verbo amar está nos lábios de todos, cristãos e não cristãos. Hodiernamente vive-se num profundo procurar falar daquilo que é belo e agradável aos ouvidos, declamamos poemas, contamos histórias de amor, criamos uma aparente fisionomia dos “lábios”, tudo tem que agradar aos ouvidos, mas as atitudes ficam extintas. A busca deve ser incessante por construir uma civilização que resgate os valores que estão perdidos em meio a grande massa que está abafando os valores de cada qual. Isso está destruindo a valorização própria de cada ser humano, deixando cada qual sentindo-se cada vez mais sem forças para se reconhecer com seus valores. Nada é construído por acaso, assim como nada é perdido por acaso; para tudo se tem uma justificativa e essas justificativas na grande maioria das vezes são sem fundamentos. Atualmente se está criando uma desconstrução de valores, uma desconstrução das civilizações, uma desmoralização do indivíduo. Há uma grande falácia e pouca atuação, o somente falar não resolve a vida de ninguém, as atitudes valem muito mais. Os ensinamentos de Jesus nunca foram fáceis de serem cumpridos por isso eles são exigentes, exige de cada um de nós uma mudança radical e na busca de valores essenciais que estão adormecidos pelo relaxo da vida humana. O segredo para o resgate e a construção da civilização do amor está na busca incansável do combater-se a si mesmo: gostos, orgulhos, vaidades, mesquinhez, entre outros que cada qual possa pensar e que seja necessário para essa busca. Sejamos construtores de uma vida nova pautada no amor que constrói relações, cria laços e nos faz assumir uma nova postura diante de nós mesmos e de Deus. Que Nosso Senhor Jesus Cristo nos inspire a construir a civilização de nossos corações para gerar paz, fraternidade e amor.



Pe. Beto (vigário paroquial)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Evangelho Comentado.

Mateus    8,23-27
Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam.
(Jesus entrou em sua vida, e seu coração o seguiu)
E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. 
(Houve uma tempestade no seu mundo, e você deixou isso te abalar)
Jesus, porém, dormia.
(Jesus, porém, sabia que tudo ia ficar bem)
Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 
(Você chorou e pediu socorro, pensou em desistir e achou que nada mais daria certo)
Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?”
(O momento que Jesus te mostra que mesmo em meios os problemas, mesmo que a resposta demora, é preciso deixar a fé existir)
Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.
(tudo começa a se arrumar)
Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
(O questionamento em forma de adoração ao verbo) 

Amanda Braz

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Mensagem de Dom José Carlos a Diocese de Caraguatatuba.

Numa belíssima tarde de domingo, céu azul com poucas nuvens, eu voltava de uma comunidade de pescadores de uma das ilhas na baia de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná, onde fui pároco por quatro anos. Meu piloto, senhor José Muniz, pescador aposentado e muito experiente, ofereceu-me o comando do barco. Recusei dizendo que por desconhecer o caminho eu iria logo encalhar em algum baixio, (coroa de areia). Respondeu-me ele que eu não teria nenhum problema se eu seguisse o traço de luz deixado pelo sol da tarde sobre as ondas do mar. Assim, meu piloto, despertou em mim a confiança necessária para realizar uma tarefa que me parecia impossível.
Quando meu Superior Geral nomeou-me para trabalhar com as Filhas da Caridade da Província da Amazônia, aceitei em espírito de obediência, mesmo desconhecendo a realidade daquela região. Encontrava-me em Cametá, Pará, às margens do Rio Tocantins na noite de sete de dezembro de 2010, vésperas da Imaculada Conceição. Recebo um telefonema de uma pessoa desconhecida: “Aqui é Dom José Belisário, Arcebispo de São Luís do Maranhão. Nós precisamos conversar…”, que será, pensei cá comigo! E com voz tranquila e simpática me informou que eu estava sendo nomeado pelo Santo Padre o Papa Bento XVI, para bispo auxiliar de S. Luís, MA. Mesmo consciente das minhas limitações eu disse sim a esta nova missão.
Passaram-se pouco mais de dois anos de apostolado nas 52 paróquias da arquidiocese de São Luis. Novamente o apelo de Deus se fez presente num telefonema do senhor Núncio Apostólico Dom Giovanne D’Aniello. Eu estava participando da nossa 17ª Assembleia Regional de Pastoral no interior do Estado do Maranhão fui chamado ao telefone para atender. Era o Núncio Apostólico dizendo-me: “o Santo Padre o Papa Francisco está te nomeando como bispo para a Diocese de Caraguatatuba. Imediatamente seguiu-se a pergunta: o senhor aceita?”. Em minha vida de consagrado a Deus nunca disse não a um chamado de meus superiores. Se novamente o superior dos superiores, o Santo Padre, está me chamando para servir a Igreja em Caraguatatuba, então mais uma vez digo sim. Era o dia 04 de junho de 2013.
Sei que não será fácil o caminho, por isso, vou seguir os traços de luz deixados por tantos que vieram antes de mim. O caminho está muito bem definido. Os passos firmes de tantos irmãos de fé deixaram profundas marcas no chão. Então, meu principal objetivo na Diocese de Caraguatatuba será somar com todos vocês. Estou disposto a caminhar junto com o clero, os religiosos, seminaristas, lideres e o Povo de Deus, crescendo na compreensão do que nos pede Aparecida, sermos discípulos missionários de Nosso Senhor Jesus Cristo. Certamente não me será estranha esta jornada já que temos como guia os ensinamentos de Nosso Senhor nos Evangelhos, os documentos do Concílio Vaticano II, as Conferências Episcopais Latino Americanas e as Diretrizes Gerais de Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Agradeço o carinho da vossa acolhida. Rezem por mim. Em breve terei a oportunidade de abraçá-los pessoalmente.
 Em Cristo e Maria sou vosso
Brao de Dom JoCarlos menor


Dom José Carlos Chacorowski cmBispo nomeado de Caraguatatuba em 19 de Junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Bispo Eleito: Dom José Carlos Chacorowski

Na manhã desta quarta-feira, 19 de junho, a Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou que o Santo Padre, Papa Francisco, nomeou dom José Carlos Chacorowski (foto à esq.) como bispo da diocese de Caraguatatuba (SP), transferindo-o do ofício de auxiliar da Arquidiocese de São Luís do Maranhão (MA). Também foi nomeado o Monsenhor José Carlos Brandão Cabral (foto à dir.) como bispo da diocese de Almenara (MG).
Dom Chacorowski nasceu em Curitiba, em 1956. Recebeu a ordenação presbiteral em 1980. Atuou no campo da formação na Diocese de Palmas (PR), e em seguida trabalhou na missão Ad Gentes no Zaire, hoje República Democrática do Congo, entre 1982 e 1987. De volta ao Brasil, trabalhou na equipe da Pastoral Rodoviária por quase 10 anos. Foi também diretor provincial das Filhas da Caridade da Província de Curitiba (1996 - 2005). Foi pároco na diocese de Paranaguá (PR) entre 2005 e 2009, e diretor das Filhas da Caridade da Província da Amazônia, entre 2009 e 2010. Em dezembro de 2010, foi nomeado pelo papa Bento XVI bispo titular de “Case Nere” e auxiliar na Arquidiocese de São Luís do Maranhão.

Fonte: www.cnbb.com.br

“Quem diz o povo que eu sou?”

Jesus sempre procura mexer com a nossa consciência nos interrogando da maneira/forma como nós o entendemos e vemos. A compreensão de Jesus requer de cada um de nós uma significação ou re-significação do mistério de Jesus que se torna presente em nossa vida pela Eucaristia. Caminhamos na Igreja, anunciamos a Boa Nova, ouvimos falar de Jesus, mas o que falta é o que Jesus significa para mim, sua importância para mim. Somente ler sobre a vida de Jesus não é suficiente para saber quem é Jesus, o importante é fazer a experiência de Jesus. Os milagres realizados, as palavras pronunciadas por Ele, seu exemplo de vida e o testemunho dos discípulos já nos apresenta uma visão de Jesus, sua trajetória e caminhada.
O que Jesus nos apresenta e quer nos possibilitar é o convencimento Dele próprio à cada um de nós, seus discípulos. Por isso é necessário nos perguntarmos se nós que já fizemos a experiência com o Senhor estamos convencidos Dele; caminhamos, rezamos, fazemos o bem, mas muitas vezes não estamos convencidos da presença do Senhor em nossas vidas. E você... está convencido, está convicto da figura de Jesus em sua vida? Se esta interrogação não estiver clara para nós, tudo o que falarmos sobre Jesus será uma visão muito pessoal e íntima, retirada do “Google” de nossas mentes. E realmente estamos vivendo nesta era do imediatismo e do aqui e agora, os resumos vão e vem em nossa mente, e se não temos intimidade com o Senhor sempre daremos a nossa visão e aquilo que penso de Jesus e não o que ele realmente significa para mim.
O significado do Senhor é algo que não compreendemos pela nossa capacidade racional, ela ultrapassa nossa racionalidade por isso a mística em nossa vida deve estar ligada a mística de Jesus que passou por este mundo fazendo o bem. E as nossas atitudes são as mesmas do Senhor, ou ainda procuramos esquivar nossa consciência para apenas fazer aquilo que eu quero? A vida que levamos hoje, a nossa espiritualidade, nossa caminhada de oração, nos vida em geral tem possibilitado em cada qual motivo para que o Senhor derrame sobre nós “um Espírito de graça e oração” (Zc 12,10)? Pronunciar a todos que Jesus é o Deus da vida, que Ele é o Salvador, que És misericordioso é muito belo e nos ajuda rever nossos conceitos, mas será que estamos fazendo nosso exame de consciência da melhor forma, do jeito que o Senhor nos pede?
Ainda que levemos uma vida difícil por uma causa maior, como agiríamos se Jesus chegasse para você hoje e dissesse essa passagem para você: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará” (Lc 9,23b-24), como reagiria? Ao olhar para Jesus é necessário termos os olhos em Deus para responder quem é Jesus, e para isso preciso responder e estar convicto de quem é Jesus para mim. Reflita, medite e tende aproximar uma resposta que te convença de quem é Jesus para você. Para saber esta resposta não basta a intelectualidade racional...

Deus o abençoe e ilumine em sua reflexão.

Pe. Beto (vigário paroquial)

domingo, 16 de junho de 2013

Roupa no Varal

Em uma cidade existia uma mulher que morava sozinha, e tinha como vizinhos um casal de idosos. Então esta mulher lavava as roupas, e as colocavam em seu varal e a senhora idosa, lá de dentro da casa dela, olhava as roupas no varal, e dizia ao marido dela: – Olha velho, como aquela vizinha é desmazelada… as roupas dela… ela lava e ficam todas sujas! E o velho sentado em sua cadeira de balanço, ficava quieto e não fazia comentários sobre aquilo ali. Então a vizinha tornou a lavar as roupas e coloca-las no varal, e a velha sentada na cadeira de dentro da casa dela, comentou novamente com o velho, olha velho aquela vizinha é muito porca, ela lava as roupas e ficam todas sujas, como que pode ser assim?
E o velho sempre lendo seu jornal, preferia não comentar. Então, um dia, o velho indignado com sua esposa, levantou-se mais cedo. A velha nem perguntou o porque. Então a vizinha lavou todas as roupas brancas, e deixou-as limpas, como nunca, e a velha sentada em sua cadeira fazendo tricô, e o velho lendo o jornal. A velha comentou, olha velho, parece que a vizinha fez algum curso para aprender a lavar as roupas, ou então alguém lavou as roupas pra ela, as roupas estão branquinhas. O velho levantou-se colocou o jornal em sua cadeira e disse para a velha:
Não foi a vizinha que fez curso, e ninguém lavou as roupas dela, hoje quando levantei mais cedo, lavei as janelas daqui de casa.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A escolha é sua.

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.
Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis sérias e bem situadas como você. 
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta. 
Você pode ouvir o seu coração e viver intensamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta. 
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.  Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, você é quem decide o tipo de Vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou e que, portanto não há mais nada a fazer, ou a um futuro que ainda não veio e que, portanto não lhe permite fazer nada.
Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria. 
Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.
Você pode celebrar a Vida e a Deus que o criou, ou celebrar a morte, aterrorizado com a idéia de pecado e punição. 
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer- se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.
Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender nada mais.
Você pode ser feliz com a Vida como ela é, ou passar o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. 
A ESCOLHA É SUA.

E o importante, é que você sempre tem escolha.

sábado, 4 de maio de 2013

O Amor de Jesus transforma!



É impossível amarmos com qualidade se não estamos presente. O próprio Deus conhecia esse princípio ao escolher o nome para seu Filho: “Emanuel”, ou seja, Deus conosco. Para amar e continuar amando, precisamos nos encontrar e gastar o tempo juntos. Amar quem não vemos, mas apenas sentirmos é algo que vai além de nossas capacidades humanas e que só podem ser contempladas com o olhar da fé. Gastamos tempo com Deus, mas este gastar não é no sentido cronológico, mas o Kairós, ou seja, o tempo da Graça; carecemos de tempo para estarmos na Graça de Deus. Amar Jesus é praticar em nossas vidas o tempo da Graça que requer espera, paciência e oração e no final uma resposta certa de Deus em nossa vida para aquilo que necessitamos, por isso o tempo da espera. Ao amar Jesus, amamos aquele que é o grande autor da vida, e que nos espera ansioso para um dia dar a cada um o que lhe é merecido. O amor nos liga ao Criador e nos faz responsáveis pelo projeto de Deus, nos coloca mais próximos de realizar a vontade de Deus. O amor que Jesus nos apresenta é um amor doação, capaz de dar a vida pela causa do outro, pela defesa da vida, pela defesa dos ensinamentos que Ele mesmo nos deixou.
O interessante é que ao nos pedir para O amar, Jesus nos dá um advogado que é o Espírito Santo, e esse mesmo Espírito Santo é o que torna presente e viva a memória de Jesus na comunidade. Por isso devemos sempre se colocar na presença do Espírito Santo para que ele nos faça cada dia viver o projeto de Deus com intensidade, amor e doação e assim sermos gratos a Deus por tudo o que ele nos deu até hoje e que certamente continuará nos dando e nos fazendo acreditar que é possível uma sociedade diferente.

O teu e o meu amor

O teu e o meu amor
Fico pensando, como posso ser feliz assim?
Fico me perguntando para que tanto amor?
Não posso entender como Ele conseguiu aguentar o fardo.
Mas a maior pergunta da minha vida é:
Como posso eu amar tanto um homem que nunca vi?
Como posso amar tanto assim alguém que nunca vi do meu lado?
Como posso chamá-lo de papai se eu nunca toquei no seu rosto?
E a resposta vem depressa, soando baixinho em meu ouvido...
Eu o amo porque Ele me amou primeiro.
Eu o amo porque Ele trocou a minha vida pela dor na cruz.
Eu o amo de todo o meu coração porque Ele deu tudo o que tinha a glória,
o poder, a majestade, o trono e o ouro, somente para me ver sorrindo.
Eu o amo porque Ele não teve vergonha de me amar.
Eu o amo além do que posso amar o mundo.
Não existem palavras que possam expressar o que sinto.
Eu o amo porque Ele não pensou duas vezes antes de derramar seu sangue.
Eu sei que Ele também me amou,
pois a cada segundo posso senti-lo falando ao meu coração.
Quando estou à beira do abismo posso ouvi-lo correndo em minha direção.
Quando o oceano tenta me engolir posso sentir suas mãos feridas me socorrendo.
Quando choro pode sentir o seu abraço me consolar.
Quando grito por socorro posso sentir suas mãos me tocar e me curar.
Quando estou tristonha Ele é o meu sorriso.
Ele é o meu sol, meu dia, minha razão de viver, meu céu.
Ao ouvir seu doce nome minha alma se desfalece.
Não posso suportar ver o sangue que ainda permanece na cruz.
Não suporto ver em suas feridas o meu nome escrito Mas apenas senti-lo,
não é o suficiente, eu te quero mais muito mais.
Eu quero vê-lo face a face, quero tocá-lo, senti-lo,
abraçá-lo, beijá-lo, falar com Ele.
Eu quero mais, além que o sol, além que a terra, além que o oceano.
Quero ir mais fundo, profundo quero mergulhar em seu coração.
Quero ser o motivo de seu sorriso.
Quero vê-lo se levantar do trono diante de mim.
Quero vestir suas vestes, calçar seus sapatos e abraçá-lo o mais forte que puder.
Não quero largar dele jamais, pois cada olhar dele é uma declaração de amor.
Quero sentar em seu colo e dormir em seus braços ouvindo sua voz.
Quero cantar só para Ele ouvir e dar tudo que tenho a Ele se conseguir ao menor ser a sola de seus sapatos, será uma honra, pois andarei com Ele sempre
Vou cantar para o mundo declarar, o meu coração é teu! JESUS. (por de Kaisa)

Pe. Beto